12 de janeiro de 2011

O Ataque do Wanna-Wanna Killer Fucking Bird

Não era sexta-feira nem meia-noite. A caravana caminhava em busca de abrigo. Os passos pesados se incomodavam ao desviar da grama molhada e dos animais pegajosos que residiam em meio ao descampado. Não havia nenhum sinal de perigo, pois após a chuva forte o céu estava aberto e a lua iluminava nosso caminho.
Quando avistaram as cabanas onde poderiam passar a noite e seus corações se encheram de esperança, um pássaro maldito aparece destruindo todos os sentimentos bons ainda existentes em seus corações. Não era um corvo, um abutre ou qualquer carnívoro. Era um quero-quero. Um quero-quero maldito.
Em um primeiro vôo rasante cravou suas garras no olho de um dos viajantes. Assustados os outros empunharam suas armas inutilmente, pois apesar da lua a escuridão predominava. Em seguida eram bicadas e rasantes inevitáveis em toda a caravana. O som do bico da ave na carne das pessoas parecia um açougueiro trabalhando. Mas o pior eram os gritos de terror dos que sobreviviam na caravana. Qualquer brilho no chão era sinal de muito sangue e algumas visceras e olhos e pedaços rasgados de roupa. No dia seguinte, amanheceram no campo cinco corpos já comidos pelos carniceiros.
Diz a lenda que apenas um dos viajantes sobreviveu. Era uma mulher que, além de fugir com vida, cobriu sua face e não sofreu nenhum ferimento. Dizem que, após esse terrível evento, essa mulher viajou para as índias e num país chamado Brasil, criou um rito que hoje chamam de "carnaval". Nesse rito, milhares de pássaros são sacrificados para que se utilizem suas penas em fantasias utilizadas pelos praticantes do carnaval. Assim, essa ex-viajante conseguiu vingar a morte de seus companheiros.

2 comentários:

  1. Ai Vini amor! Que carniceiro você!rs...mas achei criativo!

    Te quero-quero!

    Beijos,

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  2. hahahahhaha!!! Morte aos quero-queros infames malignos promíscuos!!

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